sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Y

E do meu alto vejo um som
Ondulado, meio gasto, sem cor
Migrando de tom em tom
Inquieto, ligado num compressor

E nesse mesmo alto, nessa mesma elevação
Recompondo-me de nada
Sorrio, mais uma vez, com afeição
Com um sorriso de início de jornada

E essas várias maneiras de me decifrar
Essas várias maneiras de me sentir satisfeito
Me fazem querer, o mundo, aclamar
Só com aprendizados, nenhum desproveito

E tentando expressar o meu eu
O expresso assim, como uma vida no fim
Tentando alcançar o meu apogeu
Como conversas de botequim

Mas o barato da vida é viver
E tentar se achar
Viver e entender o quão complexo é ser
Viver e tentar achar o mundo em uma bola de bilhar

2 comentários:

  1. E em figuras de linguagens e rimas sem sentido... Expresso aqui quem sou eu, o eu meu!

    ResponderExcluir