quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Janela

Abro os olhos
Olho a vida
Penso pra frente
Lembro do passado presente
Vento no cabelo
Cheiro de vida
Viso o mundo

Abro a janela
Olho o menino a jogar bola
Penso no futuro que há de vir
Lembro dos meus tempos de menino
Vento a soprar
Cheiro a se perpetuar
Visagem de uma janela

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Um

Sem moradia
Vou vivendo o dia-a-dia
Pescador de histórias
Contador de memórias

Barato mesmo é a achar a beleza
Sem arrodeios, com franqueza 
Escrever coisas simples
E comuns, como me dizes 

Mas, te digo, cada palavra
Tem um jeito bonito de ser falada
Assim como as pessoas
Os animais, a vida, a natureza e as broas 



domingo, 30 de dezembro de 2012

Mágoas acumuladas assim como as lágrimas

Palavras engasgadas
Que, assim como o choro, vão sendo engolidas
Pelas mesmas falácias de todos os anos
Pelas mesmas mentiras de todas as horas

Gritos nos meus ouvidos
Me acompanham assim como a batida de um coração
E tudo se repete
Repito, tudo se repete

Os ''Natais'' são iguais
Assim como as viradas dos anos
Nada muda, assim como eu
Eu só sigo com a neblina do alvorecer

Mas, as correntes que me prendem
São as mesmas correntes que me fazem não viver nada disso
Queria dizer adeus
Mas ainda não posso
Queria dizer adeus
Mas, infelizmente, o que eu sinto por você me prende aqui

Queria dizer adeus...

domingo, 2 de dezembro de 2012

Ame mais

A poesia
move toda
e qualquer coisa que ama

Mas, sem o amor
a poesia não se move, ficando
invisível aos olhos apaixonados
solitários(ou não) de um poeta 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Lei(a)(mais)tura

Tem gente que acha
que sabe de tudo
por tudo o que vê

Mas, ora!
Como alguém pode saber tanto?
Se não desliga o botão da TV

Bom é entrar no universo de um livro
Bom é ler
e se conectar com a leitura

Só ela nos faz entrar num mundo que não é nosso
e trazer pro nosso mundo
um pouco do tudo que a gente leu

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Cai, chuva
pra alma lavar
o fogo apagar
a pele banhar
a sede saciar
e o sertão molhar
pras flores nascerem
e o dia amanhecer
verdinho que só

Reflexo

Quem é aquele lá?
Que me imita tanto
Me irrita
Olhos nos meus
Se eu viro, vira também
Se eu pisco o olho, pisca também
Boceja
Fala, fala, tagarela
Parece comigo
Será que sou eu?
Ou será que eu é que sou ele?
Eis uma dúvida
Que sempre me vem a cabeça
Quando vejo esse ser
Cópia de mim
Visualizado
Redimensionado
Num espelho