quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Ô mar batuta

O mar
Me acalma com sua brisa
me encanta com a sua beleza
Me embebada com seu cheiro salgado

Me olha
Me engole
Quase que por um Segundo
E me cospe

É um contador de histórias
Histórias do mundo inteiro
Acontecem de janeiro-a-janeiro
Ô mar batuta

domingo, 20 de novembro de 2011

Dois pássaros

Voam mas não no céu
Voam na lama, na terra, no papel
Voam no meu coração

Inocentes, alegres, felizes
Crianças
De sorriso incompleto e sincero

Manha, choro, birra
Pula, gritam e se sacodem
Calmantes para a alma

O que seria de mim sem vocês?
O que seria de mim?
Sem as implicâncias, os abusos, os aperreios

Lágrimas caem
Ao pensar
Que um dia vocês irão voar sem mim

Irão voar com suas próprias pernas
Não mais dependentes, não mais implicantes
Só dois pássaros contra o mundo

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

''Só esqueço rápido de coisas sem relevância
Por isso não esqueço de você''
Mesmo com essa discrepância
Vou lembrar do nosso amor tão doce

Daqui pra frente
É apenas o resto das nossas vidas
Destino não mais adjacente
O tempo não volta atrás

Retratos são pra sempre
Vidas não vão por um acaso qualquer
Vida sem apre
Bem-me-quer, mal-me-quer

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cadê você?
Tu que me enaltece?
Tu que me engradece?
Me amaste?

Teu colo
Teu carinho
Teu beijo
Amor não se rotula

Saudade vem
Vem
Para, pousa
E demora...

Não tem tempo
Nem previsão
É um relógio as vezes retrógrado
O tempo num vai e vem

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Gosto de ficar vendo o tempo passar. Me acalma, me deixa de bem com a vida. As pessoas as vezes me subestimam com esse meu jeito sereno, calmo, de quem não quer nada... O que elas não entendem é que eu não ligo, não me importo. Aquelas que hoje acham que eu vou ser um ninguém um dia irão quebrar a cara. Não preciso nem posar, nem mudar pra me encaixar nesse padrão de vida que as pessoas consideram certo. O que eu, de verdade, preciso é me aceitar mais, me deixar acreditar mais. Suas regras ditadas não me fazem ver um mundo de forma diferente.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Mais um texto qualquer de um domingo

Uma vez escrevi sobre domingos e sobre suas túnicas infinitas. E agora me veio a cabeça um pensamento não corriqueiro. Por quê não escrever sobre as segundas? As terças, quartas, quintas, sextas e sábado? Por que só escrever sobre o domingo? Não existem respostas para essas perguntas ou perguntas para essas respostas... Os domingos me atraem de seus jeitos mórbidos, calados, quietos, frios. Os domingos são frios, sim, são frios. Os domingos parecem não ter sentimento, parecem que perderam o gosto por amor. Todos com suas famílias, amigos, amores e com o sabor amargo do que é viver nas curvas da estrada que, como diria o poeta, é bom... Sem solidão. Os domingos me atraem com suas cores vazias, suas canções para nunca mais, suas orações em apelo para que a semana seja boa. E, eu acho que o que mais me atraí nesse dia é ele ser tão parecido comigo, em tantos aspectos, tantas faces diferentes de um só.

Esse domingo que não é o melhor dia da semana e, sim, o que mais me conforta, confronta. O domingo sempre faz um paralelo na minha mente, sempre o faz com sangue quente. Com sede de lixo, de lama, de chuva, da poluição. Querendo consumir a corrupção, pega-la pelo pé e deixá-la amarrada de cabeça para baixo. E aqui, estou eu, pequena pessoa, pequeno domingo. Mais um em 100 pra cima.