segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Prenderam o tempo
Entre metal e vidro
Com a intenção do tempo controlar
Que bobagem!
Ele é incontrolável 
Ele não para de passar 
O poeta usa do amor alheio
Das coisas pelo meio
Pra fazer a sua poesia

Nela ele retrata a felicidade
A malemolência
A melancolia

Junta tudo numa seta
E segue numa reta
Rumo à harmonia

domingo, 28 de julho de 2013

Da poesia

Da poesia eu sei muito pouco
Um murmirinho só
Se ela fala, eu me calo
Atento, a ouço
E ela talha em meu osso
Seu ser
Que eu transpasso no meu
Por viver

segunda-feira, 22 de julho de 2013


A vida é feita de linhas(feitas a mão e de caneta)
Que traçamos todos os dias
E, firmes como são, não se apagam
Se acumulam
Por isso existem as manhãs, tardes e noites
Por isso existem os dias

Dias feitos para nos lembrar
Que as linhas traçadas não se apagam
Mas há sempre uma chance de traçar uma nova linha
Em um novo dia

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sobre completar 18 anos:

Acordei
Não tinha mulher, nem filhos
Nem apartamento com utensílios
Nem carteira de habilitação
Muito menos a chave do carro na mão
Apenas um novo reconhecimento jurídico
Mãe, agora eu vou ter que votar em político

terça-feira, 11 de junho de 2013

Ides lá, ó meu amor
Ides lá com as ondas do mar
Pois se ficas por aqui
Não tens tempo pra sonhar

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O condor passa

O condor passa
forte ameaça
fruto de uma teoria
fruto da ciência
fruto da sobrevivência

O condor passa
voa mansinho
calculista
e na hora do bote
acelera o passo, tem asas de aço

O condor passa
não faz graça
não sorri
continua centrado
cada passo amplamente calculado

O condor passa
a ave de rapina
que corta a neblina
engole chuva
atravessa trovão

O condor passa
nós também
aliás
nós passamos com a vida ou a deixamos passar?
O condor passa