Te dei um papel
Não era dinheiro, não era cheque
Não tinha cheiro, não tinha cor
Te dei um papel com o meu amor
Esse papel que você nem leu
E amassou
Picotou
E queimou
Não eram versos qualquer
Nem rimas clichês de de um alguém apaixonado
Te dei um papel com o meu amor
Escrito em azul
Não te exaltava
Não te colocava em um pedestal
Nem te jurava amor eterno
Era apenas um papel
E nessa papel
Não tinha nada incomum
Nem palavras difíceis, nem citações preferidas
Tinha, sim, um singelo e sincero ''eu te amo''
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Aqui vai uma riminha
Que começa num pé a acaba noutro
Pois a vida não é um jogo de adivinha
Desse mundo eu faço outro
Rimo a ave com o mar
Uso o homem com a ventania
Pego o pensamento e jogo no ar
E vou brincando com a astrologia
A minha mania é ser
Dessa mesa eu faço uma canção
Uma canção pra bendizer
Uma canção pra imensidão
Que começa num pé a acaba noutro
Pois a vida não é um jogo de adivinha
Desse mundo eu faço outro
Rimo a ave com o mar
Uso o homem com a ventania
Pego o pensamento e jogo no ar
E vou brincando com a astrologia
A minha mania é ser
Dessa mesa eu faço uma canção
Uma canção pra bendizer
Uma canção pra imensidão
sábado, 24 de dezembro de 2011
Feliz Natal
Feliz Natal
Famílias em festa
O Espírito vaga pelas ruas
Distribuindo sorrisos e abraços
Caridade, compaixão
Compreensão, doação, desligamento
Só felicidade
Compartilhamento
E os porcos andam pelas ruas
E a comida já feita, se come crua
Barro nas casas, casas no barro
Árvores uniformizadas e brilhantes
Ditadura!
Alienação, hipocrisia, corrupção
E vem as canções, os gritos, os coros
Feliz Natal
Famílias em festa
O Espírito vaga pelas ruas
Distribuindo sorrisos e abraços
Caridade, compaixão
Compreensão, doação, desligamento
Só felicidade
Compartilhamento
E os porcos andam pelas ruas
E a comida já feita, se come crua
Barro nas casas, casas no barro
Árvores uniformizadas e brilhantes
Ditadura!
Alienação, hipocrisia, corrupção
E vem as canções, os gritos, os coros
Feliz Natal
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Ampulheta
E de grão em grão
Vai descendo a areia
Areia do tempo
O tempo passa
E passa, passando no tempo
Volta, voltando no tempo
Tempo que muda o mundo
Mundo que muda e fica mais sórdido
Paradigma sem volta
O tempo vai se polindo
E a terra vai se engolindo
E as pessoas mais lânguidas
Vai descendo a areia
Areia do tempo
O tempo passa
E passa, passando no tempo
Volta, voltando no tempo
Tempo que muda o mundo
Mundo que muda e fica mais sórdido
Paradigma sem volta
O tempo vai se polindo
E a terra vai se engolindo
E as pessoas mais lânguidas
sábado, 10 de dezembro de 2011
Sem pé e cabeça
Mais um dia se passa
Sorrio olhando pra vida
Dançando
Dando piruetas, cantando
Achando graça
Uma vez me falaram pra ir com fé
Sem medo, sem temor
Pé no chão, mala na mão
Destino escolhido
Viajando numa canção
Canto esses versos que não são tristes
Tristeza é não ter o que comer
Invento um discurso, mil palavras, que eu nem sei com dizer
E se pela manhã olho pra cima não vejo nuvens
Só vejo o mar
Vejo o mar, amar
Vejo amar o mar
Vejo o mar, amar, o mar
E vejo amar, amar, amar
E vejo amar
E vejo o mar, o mar, o mar
E vejo o mar
Sorrio olhando pra vida
Dançando
Dando piruetas, cantando
Achando graça
Uma vez me falaram pra ir com fé
Sem medo, sem temor
Pé no chão, mala na mão
Destino escolhido
Viajando numa canção
Canto esses versos que não são tristes
Tristeza é não ter o que comer
Invento um discurso, mil palavras, que eu nem sei com dizer
E se pela manhã olho pra cima não vejo nuvens
Só vejo o mar
Vejo o mar, amar
Vejo amar o mar
Vejo o mar, amar, o mar
E vejo amar, amar, amar
E vejo amar
E vejo o mar, o mar, o mar
E vejo o mar
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Fome de tudo
Selva de Pedra
Cidade de Barro
Mar de Areia
Areia no ar
Sonho acordado
Corro sentando
Sento deitado
Olhos fechados
Tristeza feliz
Pé aberto
Mãos no chão
Escrevo na mente
Mente que mente
Voando no piso
Ar líquido
Fome
Quente frio
Alto Baixo
Gordo Magro
Fome
Cidade de Barro
Mar de Areia
Areia no ar
Sonho acordado
Corro sentando
Sento deitado
Olhos fechados
Tristeza feliz
Pé aberto
Mãos no chão
Escrevo na mente
Mente que mente
Voando no piso
Ar líquido
Fome
Quente frio
Alto Baixo
Gordo Magro
Fome
sábado, 3 de dezembro de 2011
Eu não escrevo pelo simples fato de jogar as palavras e brincar com as mesmas. Eu escrevo porque tenho necessidade, as minhas letras, minhas palavras, minhas escritas são o meu refúgio, o meu grito de guerra. É quando eu encho o peito e enfrento o mundo sem nenhum pudor. Nas minhas escritas estão minhas lágrimas, minhas alegrias, minhas euforias, minhas melancolias, minha malemolência, meu eu. É uma busca constante, uma monotonia vibrante, palavras que se repetem, poemas e textos com continuações... Esse sou eu e esse ''eu'' é meu.
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