quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Cadê você?
Tu que me enaltece?
Tu que me engradece?
Me amaste?

Teu colo
Teu carinho
Teu beijo
Amor não se rotula

Saudade vem
Vem
Para, pousa
E demora...

Não tem tempo
Nem previsão
É um relógio as vezes retrógrado
O tempo num vai e vem

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Gosto de ficar vendo o tempo passar. Me acalma, me deixa de bem com a vida. As pessoas as vezes me subestimam com esse meu jeito sereno, calmo, de quem não quer nada... O que elas não entendem é que eu não ligo, não me importo. Aquelas que hoje acham que eu vou ser um ninguém um dia irão quebrar a cara. Não preciso nem posar, nem mudar pra me encaixar nesse padrão de vida que as pessoas consideram certo. O que eu, de verdade, preciso é me aceitar mais, me deixar acreditar mais. Suas regras ditadas não me fazem ver um mundo de forma diferente.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Mais um texto qualquer de um domingo

Uma vez escrevi sobre domingos e sobre suas túnicas infinitas. E agora me veio a cabeça um pensamento não corriqueiro. Por quê não escrever sobre as segundas? As terças, quartas, quintas, sextas e sábado? Por que só escrever sobre o domingo? Não existem respostas para essas perguntas ou perguntas para essas respostas... Os domingos me atraem de seus jeitos mórbidos, calados, quietos, frios. Os domingos são frios, sim, são frios. Os domingos parecem não ter sentimento, parecem que perderam o gosto por amor. Todos com suas famílias, amigos, amores e com o sabor amargo do que é viver nas curvas da estrada que, como diria o poeta, é bom... Sem solidão. Os domingos me atraem com suas cores vazias, suas canções para nunca mais, suas orações em apelo para que a semana seja boa. E, eu acho que o que mais me atraí nesse dia é ele ser tão parecido comigo, em tantos aspectos, tantas faces diferentes de um só.

Esse domingo que não é o melhor dia da semana e, sim, o que mais me conforta, confronta. O domingo sempre faz um paralelo na minha mente, sempre o faz com sangue quente. Com sede de lixo, de lama, de chuva, da poluição. Querendo consumir a corrupção, pega-la pelo pé e deixá-la amarrada de cabeça para baixo. E aqui, estou eu, pequena pessoa, pequeno domingo. Mais um em 100 pra cima.

domingo, 30 de outubro de 2011

Sem fim

Queria uma Máquina
Para no tempo viajar
E o mundo abocanhar
E no céu azul, pairar

O tempo não volta
A vida também não
E vou nessa mistura de conto, fábula, anedota
E no andar do mundo vou nessa oscilação

Sem equilíbrio
Nessa balança
Tentando vencer meu adversário
O tempo que vem com gosto de lembrança

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Vai lá, corre atrás
O teu destino é tu que faz
Não está escrito com sangue
Nem com uma tinta qualquer

Tu que vai traçando
Com teus pés
Costurando a tua rede
Alinhando a tua linha

Vai pescando
Pega tua melhor vara
Pega tua rede de pesca do ano que nunca existiu
E pesca tua vida

É como já disseram
Num livro que eu li
Nessa vida sou só eu
Eu pescador que mim

domingo, 23 de outubro de 2011

Palavras doem
Atos doem
Tudo dói

Mas nenhuma dor
É dor maior
Que a dor

Dor de perder
Alguém
Que ainda não se perdeu

Olho pro céu
E rezo por aqueles
Que não estão mais aqui

Dona Adélia, ô dona Adélia
Obrigado por tudo
Obrigado por olhar por mim

Não sabes a falta que fazes
Ó, dona Adélia
Aquele teu beijo molhado, abraço caloroso

Espero um dia poder olhar pro céu
Ir pro céu e sentar ao teu lado
Ficar perto de você

O teu amado ainda te espera, dona Adélia
Sempre esperou
Ninguém nunca o amou como você

Você se foi mas continua aqui
Ele sabe, ele sabe
E eu também sei

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A ave a voar

Voa, voa
Paira sobre o ar
Dando piruetas, cambalhotas, fazendo zigue-zague

Dorme nas nuvens
Toca o céu
Admira o espaço

Está sempre perto de Deus
Que inveja tenho de ti
Ó ave

Tu que paira sobre o ar, dá piruetas, cambalhotas
Faz zigue-zague
Fica perto de Deus

Me ensina a voar, me faz tocar os céus
Me deixa perto de Deus
Me deixa ser você