Vai lá, corre atrás
O teu destino é tu que faz
Não está escrito com sangue
Nem com uma tinta qualquer
Tu que vai traçando
Com teus pés
Costurando a tua rede
Alinhando a tua linha
Vai pescando
Pega tua melhor vara
Pega tua rede de pesca do ano que nunca existiu
E pesca tua vida
É como já disseram
Num livro que eu li
Nessa vida sou só eu
Eu pescador que mim
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Palavras doem
Atos doem
Tudo dói
Mas nenhuma dor
É dor maior
Que a dor
Dor de perder
Alguém
Que ainda não se perdeu
Olho pro céu
E rezo por aqueles
Que não estão mais aqui
Dona Adélia, ô dona Adélia
Obrigado por tudo
Obrigado por olhar por mim
Não sabes a falta que fazes
Ó, dona Adélia
Aquele teu beijo molhado, abraço caloroso
Espero um dia poder olhar pro céu
Ir pro céu e sentar ao teu lado
Ficar perto de você
O teu amado ainda te espera, dona Adélia
Sempre esperou
Ninguém nunca o amou como você
Você se foi mas continua aqui
Ele sabe, ele sabe
E eu também sei
Atos doem
Tudo dói
Mas nenhuma dor
É dor maior
Que a dor
Dor de perder
Alguém
Que ainda não se perdeu
Olho pro céu
E rezo por aqueles
Que não estão mais aqui
Dona Adélia, ô dona Adélia
Obrigado por tudo
Obrigado por olhar por mim
Não sabes a falta que fazes
Ó, dona Adélia
Aquele teu beijo molhado, abraço caloroso
Espero um dia poder olhar pro céu
Ir pro céu e sentar ao teu lado
Ficar perto de você
O teu amado ainda te espera, dona Adélia
Sempre esperou
Ninguém nunca o amou como você
Você se foi mas continua aqui
Ele sabe, ele sabe
E eu também sei
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
A ave a voar
Voa, voa
Paira sobre o ar
Dando piruetas, cambalhotas, fazendo zigue-zague
Dorme nas nuvens
Toca o céu
Admira o espaço
Está sempre perto de Deus
Que inveja tenho de ti
Ó ave
Tu que paira sobre o ar, dá piruetas, cambalhotas
Faz zigue-zague
Fica perto de Deus
Me ensina a voar, me faz tocar os céus
Me deixa perto de Deus
Me deixa ser você
Paira sobre o ar
Dando piruetas, cambalhotas, fazendo zigue-zague
Dorme nas nuvens
Toca o céu
Admira o espaço
Está sempre perto de Deus
Que inveja tenho de ti
Ó ave
Tu que paira sobre o ar, dá piruetas, cambalhotas
Faz zigue-zague
Fica perto de Deus
Me ensina a voar, me faz tocar os céus
Me deixa perto de Deus
Me deixa ser você
Constâncias
O homem
Faz o que sabe e o faz porque quer
Sabe o que diz, o que foi e o que sempre será
O universo
Guarda seus segredos em sua longa capa infinita
E assim fará
A natureza
Age de acordo com a atitude do homem
Variando entre machucados e curativos
O planetas giram e sempre vão girar
Em torno do sol e de suas luas
E suas constelações
Os universos
Um dentro do outro
Nunca param de existir, não tem fim
E as coisas vão assim
Sendo o que sempre serão
Em constâncias ou não
Faz o que sabe e o faz porque quer
Sabe o que diz, o que foi e o que sempre será
O universo
Guarda seus segredos em sua longa capa infinita
E assim fará
A natureza
Age de acordo com a atitude do homem
Variando entre machucados e curativos
O planetas giram e sempre vão girar
Em torno do sol e de suas luas
E suas constelações
Os universos
Um dentro do outro
Nunca param de existir, não tem fim
E as coisas vão assim
Sendo o que sempre serão
Em constâncias ou não
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Foi-se, partiu sem chegada
Chegou sem saída
Não voltou
Enfim, eis-me aqui
Com as mãos cortadas
Das flores que colhi para ti
Só me olha
Por favor
Só me olha
Tenta vê o que você sempre viu
Em mim
Que sempre, de pé, te amou
Olha nos meus olhos e diz
Diz que nunca foi, diz que não é mais
Diz pra mim que acabou
Diz, também, pra você
Que acabou o que começamos a viver
Fala que me perdeu
As nossas músicas tão diferentes
Tocam iguais
Uma para cada um
E as nossas lembranças
Lembranças do nosso pequeno mundo
Me perseguem
Escuta o meu grito
Rasgado, cansado, de dor
Meu lamento mais sincero
Fala, bem baixinho
Pro vento ouvir
O que sentes
E o vento
Me trará tuas palavras
Me tratá você de volta
Nem que seja numa lembrança
Num devaneio
Num filme sem fim
Chegou sem saída
Não voltou
Enfim, eis-me aqui
Com as mãos cortadas
Das flores que colhi para ti
Só me olha
Por favor
Só me olha
Tenta vê o que você sempre viu
Em mim
Que sempre, de pé, te amou
Olha nos meus olhos e diz
Diz que nunca foi, diz que não é mais
Diz pra mim que acabou
Diz, também, pra você
Que acabou o que começamos a viver
Fala que me perdeu
As nossas músicas tão diferentes
Tocam iguais
Uma para cada um
E as nossas lembranças
Lembranças do nosso pequeno mundo
Me perseguem
Escuta o meu grito
Rasgado, cansado, de dor
Meu lamento mais sincero
Fala, bem baixinho
Pro vento ouvir
O que sentes
E o vento
Me trará tuas palavras
Me tratá você de volta
Nem que seja numa lembrança
Num devaneio
Num filme sem fim
terça-feira, 18 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Grito de guerra
Caído, cansado, calado
Sem ver o mundo aos meus pés
Esse sou eu, pobre bardo
"O sábio procura a ausência de dor e não o prazer" já dizia Aristóteles
Mas a busca pessoal
A paz que eu procuro
É um paralelo entre o bem e o mal
Uma paz sem agouro
Eu grito: Eu vou vencer, eu sou um vencedor
Podem me subestimar, até eu me subestimo
E no final vou ser só eu, um livro com autor
Um homem útil, préstimo
Gritarei pro mundo!
Gritarei pro mar!
Não me importo de ser o segundo
Só quero ser feliz e o mundo abrilhantar
Sem ver o mundo aos meus pés
Esse sou eu, pobre bardo
"O sábio procura a ausência de dor e não o prazer" já dizia Aristóteles
Mas a busca pessoal
A paz que eu procuro
É um paralelo entre o bem e o mal
Uma paz sem agouro
Eu grito: Eu vou vencer, eu sou um vencedor
Podem me subestimar, até eu me subestimo
E no final vou ser só eu, um livro com autor
Um homem útil, préstimo
Gritarei pro mundo!
Gritarei pro mar!
Não me importo de ser o segundo
Só quero ser feliz e o mundo abrilhantar
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