sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Constâncias

O homem
Faz o que sabe e o faz porque quer
Sabe o que diz, o que foi e o que sempre será

O universo
Guarda seus segredos em sua longa capa infinita
E assim fará

A natureza
Age de acordo com a atitude do homem
Variando entre machucados e curativos

O planetas giram e sempre vão girar
Em torno do sol e de suas luas
E suas constelações

Os universos
Um dentro do outro
Nunca param de existir, não tem fim

E as coisas vão assim
Sendo o que sempre serão
Em constâncias ou não

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Foi-se, partiu sem chegada
Chegou sem saída
Não voltou

Enfim, eis-me aqui
Com as mãos cortadas
Das flores que colhi para ti

Só me olha
Por favor
Só me olha

Tenta vê o que você sempre viu
Em mim
Que sempre, de pé, te amou

Olha nos meus olhos e diz
Diz que nunca foi, diz que não é mais
Diz pra mim que acabou

Diz, também, pra você
Que acabou o que começamos a viver
Fala que me perdeu

As nossas músicas tão diferentes
Tocam iguais
Uma para cada um

E as nossas lembranças
Lembranças do nosso pequeno mundo
Me perseguem

Escuta o meu grito
Rasgado, cansado, de dor
Meu lamento mais sincero

Fala, bem baixinho
Pro vento ouvir
O que sentes

E o vento
Me trará tuas palavras
Me tratá você de volta

Nem que seja numa lembrança
Num devaneio
Num filme sem fim

terça-feira, 18 de outubro de 2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Grito de guerra

Caído, cansado, calado
Sem ver o mundo aos meus pés
Esse sou eu, pobre bardo
"O sábio procura a ausência de dor e não o prazer" já dizia Aristóteles

Mas a busca pessoal
A paz que eu procuro
É um paralelo entre o bem e o mal
Uma paz sem agouro

Eu grito: Eu vou vencer, eu sou um vencedor
Podem me subestimar, até eu me subestimo
E no final vou ser só eu, um livro com autor
Um homem útil, préstimo

Gritarei pro mundo!
Gritarei pro mar!
Não me importo de ser o segundo
Só quero ser feliz e o mundo abrilhantar

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Y

E do meu alto vejo um som
Ondulado, meio gasto, sem cor
Migrando de tom em tom
Inquieto, ligado num compressor

E nesse mesmo alto, nessa mesma elevação
Recompondo-me de nada
Sorrio, mais uma vez, com afeição
Com um sorriso de início de jornada

E essas várias maneiras de me decifrar
Essas várias maneiras de me sentir satisfeito
Me fazem querer, o mundo, aclamar
Só com aprendizados, nenhum desproveito

E tentando expressar o meu eu
O expresso assim, como uma vida no fim
Tentando alcançar o meu apogeu
Como conversas de botequim

Mas o barato da vida é viver
E tentar se achar
Viver e entender o quão complexo é ser
Viver e tentar achar o mundo em uma bola de bilhar

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Retratos

Fragmentos de fotos voam ao meu redor
Lembranças aparecerem como um rascunho qualquer
Fotos sem autor
Memórias de um homem, duas crianças e uma mulher

Momentos que por aí já ecoaram
Pessoas em um retângulo
E isso eles olvidaram
Esqueceram em todo seu pensamento nulo

E a felicidade ainda grita
Pedindo para que a achem novamente
Tocando sua gaita
Esperando que o amor deles a alimente

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Amar não rima só com achar
Rima com ficar junto, com a gente
Não só com namorar, abraçar, agarrar
Rima com felicidade, com querer avidamente

Rima com tudo, rima com quero, querida, querer
Rima com o mundo, com o que eu fiz
Rima até com o que eu vou fazer, com o meu prazer
Rima com chafariz, com ser feliz, com um quadro de giz

Amar rima com a vida
Com o cotidiano
Vai rimando até com contrapartida
E com o plano Cartesiano