Subi no muro
Dei um pulo
Pulei pra o outro lado da rua
Minha pele já estava nua
Chovia, chovia
Era água em tudo quanto é bueiro
Dei outro pulo
Esse foi meu derradeiro
Pulei pro fundo
Pulei pra nunca mais voltar
E desse pulo
Nunca me curei
Nunca mais voltei
A chuva me levou
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Preciso de paz
Nada mais faz sentido
Nem o próprio sentido
O mundo fica contra mim
Eu fico contra tudo
Começo a esquecer de onde vim
Desço até o lugar mais fundo
Mas não consigo chegar
Fico parado
Espancado pelos meus pensamentos
Sem ir pra frente nem para trás
Por mais que isso passe não vai adiantar
Eu preciso é de paz
Nem o próprio sentido
O mundo fica contra mim
Eu fico contra tudo
Começo a esquecer de onde vim
Desço até o lugar mais fundo
Mas não consigo chegar
Fico parado
Espancado pelos meus pensamentos
Sem ir pra frente nem para trás
Por mais que isso passe não vai adiantar
Eu preciso é de paz
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
E no fim da tarde
Vem aquele frio
Seguido por um calor
Não um calor qualquer
Um calor teu
Abraçadinho, agarradinho
Eu e você
Eu dizendo que te amo
E você nem percebendo
Eu querendo te beijar
E você olhando pro mar
Adoro essas tardezinhas contigo
Isso tudo é consequência
Desse amor
Que eu não escolhi mas que eu adoro amar
Vem aquele frio
Seguido por um calor
Não um calor qualquer
Um calor teu
Abraçadinho, agarradinho
Eu e você
Eu dizendo que te amo
E você nem percebendo
Eu querendo te beijar
E você olhando pro mar
Adoro essas tardezinhas contigo
Isso tudo é consequência
Desse amor
Que eu não escolhi mas que eu adoro amar
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Natal
Uma dia tão normal
Uma sexta feira
Vira um caos
Um tumulto total
É gente comprando, se esbaldando
É gente bebendo, se enchendo
E o motivo de toda essa euforia?
É o natal
Um dia tão pequeno, tão comum pra uns
Magnífico pra outros
Mas no fim, o que importa
São as reuniões
Reuniões de amigos, familiares
Confraternizar
Ajudar ao próximo ou pelo menos rezar pelo mesmo
E assim passam os Natais
Todos os anos
A mesma coisa
As vezes tão previsível
Horas tão impossível
Feliz Natal
Uma sexta feira
Vira um caos
Um tumulto total
É gente comprando, se esbaldando
É gente bebendo, se enchendo
E o motivo de toda essa euforia?
É o natal
Um dia tão pequeno, tão comum pra uns
Magnífico pra outros
Mas no fim, o que importa
São as reuniões
Reuniões de amigos, familiares
Confraternizar
Ajudar ao próximo ou pelo menos rezar pelo mesmo
E assim passam os Natais
Todos os anos
A mesma coisa
As vezes tão previsível
Horas tão impossível
Feliz Natal
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Multipliquei-me
Para te amar mais
Nasci de novo
Para ser perfeito pra ti
Roubei o sorriso mais bonito do mundo
Só pra sorrir pra ti
E mesmo assim
Você, meu bem
Não me notou
Não notou o meu eu teu
Mas eu não desisto
Vou mudando
Uma mutação sem fim
Mudando meu jeito de ser
Mudando o meu parecer
Só pra ficar perfeito
Pra você
Para te amar mais
Nasci de novo
Para ser perfeito pra ti
Roubei o sorriso mais bonito do mundo
Só pra sorrir pra ti
E mesmo assim
Você, meu bem
Não me notou
Não notou o meu eu teu
Mas eu não desisto
Vou mudando
Uma mutação sem fim
Mudando meu jeito de ser
Mudando o meu parecer
Só pra ficar perfeito
Pra você
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Nunca estive em cima
Sempre fiquei por baixo
Quem sabe o meu lugar não é aqui
Não perco a cabeça, aliás, faz um bom tempo que não a vejo
O meu quarto está frio
E o meu mundo, vazio
Minha melhor amiga é a dor
Que sempre me acompanha
Nunca me deixa
Já me acostumei
Não tem mais como voltar
Tudo é muito complexo
E eu sou apenas mais um sem nexo
Partindo mais uma vez
Sem rumo
Sem prumo
Sempre fiquei por baixo
Quem sabe o meu lugar não é aqui
Não perco a cabeça, aliás, faz um bom tempo que não a vejo
O meu quarto está frio
E o meu mundo, vazio
Minha melhor amiga é a dor
Que sempre me acompanha
Nunca me deixa
Já me acostumei
Não tem mais como voltar
Tudo é muito complexo
E eu sou apenas mais um sem nexo
Partindo mais uma vez
Sem rumo
Sem prumo
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