- Não faça, nem pense em fazer.
- Por quê?
- Eu acho que não é uma coisa que vai acrescentar algo em sua vida.
- O que você sabe sobre a minha vida? O que você sabe sobre mim?
- Eu sou seu pai!
- Pai? O moço da padaria é mais meu pai que você
- Não fale isso! Eu te criei.
- Nunca estava em casa e quando chegava só sabia me dar broncas e sermões.
- ô moleque, não fala assim comigo!
- Não vou falar mais. Eu vou é sair de casa.
- Você é louco?
- Como se você se importasse...
- Pra onde você vai?
- Qualquer lugar, lugar qualquer. Todos os lugares que ficarem longe de você.
- Desculpa meu filho.
- Não sou eu que tenho que te desculpar, é você que tem que fazer isso.
- Você não vai sair de casa!
- Já saí. Agora, finalmente, estou livre.
Ouve-se uma porta fechando brutalmente. Dias depois, acha-se um bilhete molhado com lágrimas e cheirando a liberdade.
No bilhete continha as seguintes palavras:
‘’ De que adianta se prender com medo do mundo lá fora? De que adiantou todos seus sermões? Onde estava o amor? O seu amor? Estou desgastando, enfadado. Quero sumir, quero ser eu. Eu vou ser eu. Quando lembrar de mim, lembre-se do vento que está em constante mudança, em constante caminhada. Caminha que você não me deixou seguir por tanto tempo. Agora eu caminho sem um amanhã, caminho com um hoje.
Até nunca mais.’’
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Pôr-do-sol
A luz apaga
Mas continua acesa
E o sol?
Vai descendo, agora meio vermelho
E no grande teatro infinito
Paira nossa musa
A lua
De tantas faces, tantas fases
E nós ficamos aqui
A espera de um amanhã
Que começa de manhã
E termina nesse fenômeno tão bonito
O pôr do sol
Mas continua acesa
E o sol?
Vai descendo, agora meio vermelho
E no grande teatro infinito
Paira nossa musa
A lua
De tantas faces, tantas fases
E nós ficamos aqui
A espera de um amanhã
Que começa de manhã
E termina nesse fenômeno tão bonito
O pôr do sol
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Conto de amor nº 1
Ela inclina a cabeça e fala com uma voz meio ofegante: Você me ama?
Ele, sem saber o que falar, retruca: Eu amo o sol, eu amo o mar.
Ela insiste: Você me ama?
- O amor é algo tão banal. Responde ele um pouco alterado.
Ela, que já não sabe mais o que falar, desaba a chorar.
Ele, vendo aquele rosto triste, fala bem baixinho no ouvido dela: Eu te amo! Mesmo achando banal!
E se beijam.
Ele, sem saber o que falar, retruca: Eu amo o sol, eu amo o mar.
Ela insiste: Você me ama?
- O amor é algo tão banal. Responde ele um pouco alterado.
Ela, que já não sabe mais o que falar, desaba a chorar.
Ele, vendo aquele rosto triste, fala bem baixinho no ouvido dela: Eu te amo! Mesmo achando banal!
E se beijam.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Para lembrar
Eu sei que errei
O meu erro foi errar com você
Mas também sei
Que em cada gesto teu
Cada palavra sua
De mim você vai lembrar
Quando qualquer coisa fizer
Vai lembrar dos nossos momentos
Suas lembranças em mim ainda vivem
Teu cheiro ainda caminha pelos meus pulmões
Sei, também, que qualquer ato meu vai me levar a ti
Não posso concertar o que fiz
Por isso escrevo
Não pra mim
Mas para o mundo ver
O quanto de você ainda há em mim
O meu erro foi errar com você
Mas também sei
Que em cada gesto teu
Cada palavra sua
De mim você vai lembrar
Quando qualquer coisa fizer
Vai lembrar dos nossos momentos
Suas lembranças em mim ainda vivem
Teu cheiro ainda caminha pelos meus pulmões
Sei, também, que qualquer ato meu vai me levar a ti
Não posso concertar o que fiz
Por isso escrevo
Não pra mim
Mas para o mundo ver
O quanto de você ainda há em mim
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
E então
O que foi?
Estou sozinho
Onde estou?
Nem sei
Olá, como vai você?
Cheguei aqui e já vou sair
Vou viajar
Vou me mudar
Até o horizonte
Um tchau?
Não, acho banal
Então já estou ali
Cá estou aqui
E ai?
Ainda me lembro do seu sorriso
Mas que beleza
O mar está tão bonito
Um dia eu chego lá
Vou a pé
Vou de ré
Daqui até lá o infinito
O que foi?
Estou sozinho
Onde estou?
Nem sei
Olá, como vai você?
Cheguei aqui e já vou sair
Vou viajar
Vou me mudar
Até o horizonte
Um tchau?
Não, acho banal
Então já estou ali
Cá estou aqui
E ai?
Ainda me lembro do seu sorriso
Mas que beleza
O mar está tão bonito
Um dia eu chego lá
Vou a pé
Vou de ré
Daqui até lá o infinito
domingo, 5 de dezembro de 2010
Um texto
Geralmente eu vivo com sono, gosto de ir à praia e não gosto de estudar. Só que o mais contraditório é que eu gosto de ler mesmo não gostando de estudar, os livros(sem ser didáticos) me levam para outro mundo, um mundo só meu. Eu não vivo nesse mundo de todos, eu vivo no meu, meu mundo. As vezes isso me atrapalha bastante, mas o que eu posso fazer se eu sou assim? Mudar e fugir da minha realidade não seria a opção mais singela, então eu prefiro continuar no meu mundo.
Eu até que gosto de sair, sabe? Mas prefiro ficar em casa dormindo, é uma escolha que as vezes machuca as pessoas. Eu já tentei mudar várias vezes mas descobri que não preciso mudar, não preciso de nada. Eu sou desse jeito assim, eu sou um eu de mim.
Eu até que gosto de sair, sabe? Mas prefiro ficar em casa dormindo, é uma escolha que as vezes machuca as pessoas. Eu já tentei mudar várias vezes mas descobri que não preciso mudar, não preciso de nada. Eu sou desse jeito assim, eu sou um eu de mim.
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